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    Lutero e a experiência da Torre!




    "Porque por obras da lei nenhum ser humano será justificado aos seus olhos, visto que pela lei vem o conhecimento do pecado" - Romanos 3:20


    Seria completamente impossível compreender os últimos quinhentos anos, não somente da história da igreja, mas do mundo ocidental, sem gastar um tempo para considerar quão fundamental para essa história é as contribuições incríveis de Martinho Lutero.


    A voz mais alta ouvida chamando atenção para a perda do Evangelho na igreja medieval veio desse monge alemão e forneceu a fagulha para o grande incêndio do movimento de renovação conhecido como a Reforma Protestante.


    Além de ter levado a igreja de volta à Bíblia, ao Sola Scriptura, o pensamento de Lutero influenciou a instituição do casamento, o conceito de responsabilidade individual, as relações entre a Igreja e o estado e inúmeras outras áreas na vida.


    Lutero, que nasceu em 1483, era filho de u mineiro alemão que possuía várias minas e era capaz de pagar pela educação do jovem Martinho. Seu pai desejava que ele se transformasse em advogado e assim, Lutero se matriculou na escola de direito na Universidade de Erfurt em 1505.


    Mas o providência de Deus tinha outros planos para Lutero. Em uma viagem para casa no mesmo ano em que entrou na escola de direito, Lutero se viu em meio a uma grande tempestade.  Quando um relâmpago, caiu tão perto dele, que o fez cair do cavalo, Lutero com grande medo de morrer na tempestade fez uma promessa a Santa Ana que se tornaria um monge se ela preservasse sua vida.


    Lutero manteve sua promessa, e se matriculou em um mosteiro agostiniano, para a total decepção de seu pai. O zelo de Lutero por obedecer à ordem monástica era incomparável e pouco visto. Ele passou horas confessando seus pecados a seu confessor e depois, mais tarde, encontraria outros irmãos, aos quais também confessaria o menor pecado. Seu professor acabou por lhe dizer para não confessar a menos que tivesse um pecado verdadeiramente sério para confessar.


    A intensa o profunda culpa de Lutero por seu pecado vinha de sua percepção notável do caráter santo de Deus. Ele compreendeu que a justiça de Deus era absoluta, exigindo punição até mesmo para o menor dos pecadilhos, já que a santidade de Deus não conhecia graus. O fato de que a igreja de seu tempo oferecia a possibilidade de perdão àqueles que queriam colocar sua fé em Deus e realizar obras meritórias, obras para merecer a graça de Deus, não lhe oferecia conforto algum.


    Isso ocorreu porque Lutero sabia que ele nunca poderia realizar obras suficientes para ganhar qualquer mérito e perdão de Deus. A Bíblia lhe dizia que “ninguém será justificado pelas obras da lei de Deus” – Romanos 3.20. A igreja havia perdido a compreensão bíblica da salvação completamente... então o desespero de Lutero só aumentou dia após dia.


    "Mas agora a justiça de Deus foi manifestada separadamente da lei ... a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos os que creem” - (Romanos 3: 21-22a


    Lutero veio compreender que se o perdão dependesse de nossa própria obediência à lei, então nós não podemos ter nenhuma esperança da salvação.


    Durante este mesmo período, Lutero foi escolhido para ir a Roma e apresentar um caso relativo ao seu mosteiro ante o Vaticano. Em 1510, ele viajou para Roma e ao chegar lá ficou chocado com o que ele testemunhou. Longe de ser uma cidade santa, Roma tornou-se um lugar de deboche, onde os sacerdotes da igreja se entregaram a uma flagrante libertinagem. A prostituição, a homossexualidade e a hipocrisia levaram Lutero a duvidar ainda mais de algumas das tradições que Roma acrescentara às Escrituras.


    Lutero voltou para a Alemanha, ainda desanimado por sua própria pecaminosidade. Em 1515, ele estava estudando os livros de Salmos e Romanos como parte de sua vocação como professor de teologia. É durante esse período que ele teve sua assim chamada "experiência da torre". Lendo passagens como Romanos 3: 21-22, Lutero percebeu que ele poderia ser perdoado, não baseado em suas próprias obras, mas na justiça de Jesus que estava disponível a ele se confiasse em Cristo somente para sua salvação.


    A compreensão de Lutero sobre a salvação não se manifestou de uma só vez, mas aprofundou-se ao longo do tempo. Quando os oficiais da igreja começaram a vender a libertação do purgatório sob a forma de indulgências, Lutero ficou profundamente angustiado. No entanto, ele ainda era leal à igreja em 1517, quando ele pregou suas noventa e cinco teses à porta da Igreja do Castelo em Wittenberg, a fim de protestar contra os abusos flagrantes da venda de indulgências. As teses, originalmente destinadas apenas a provocar o debate acadêmico, foram logo distribuídas amplamente por toda a Alemanha, como resultado da recém desenvolvida imprensa de Guttenburg.


    O papa não aceitou gentilmente a popularidade de Lutero. À medida que a oposição crescia e o estudo de Lutero sobre a Bíblia continuava, ele começou a demonstrar a ilegitimidade de tradições extrabíblicas, incluindo o purgatório e a infalibilidade do papado. Apesar da ameaça de morte, Lutero não se retrataria de seus ensinamentos na Dieta de Worms em 1521 e continuou pregando o Evangelho bíblico até sua morte em 1546.



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