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    Eu quero ser grande!






    O ensino de Cristo nos mostra que nada há de errado no "desejo" de ser grande - "Quem quiser tomar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva "  (ver Mt 20.20-28).

    Não  há nada de errado no "desejo" de ser grande desde que:

    (1) busquemos o tipo certo de grandeza;
    (2) deixemos que Deus decida o que è grandeza;
    (3) estejamos prontos a pagar o preço total que a grandeza segundo Deus exige, e (isso é fundamental!)
    (4) nos contentemos em esperar pelo juízo de Deus para resolver toda a questão de quem é grande afinal.


    Contudo, é vitalmente importante saber o que Cristo quis dizer quando empregou a palavra grande com relação aos homens, e o que Ele tinha em mente não se pode achar no léxico ou dicionário.

    Só é bem compreendido quando visto em seu amplo cenário teológico. Ninguém cujo coração teve uma visão de Deus; por mais curta e imperfeita que essa visão possa ter sido, jamais se permitirá pensar de si ou de outrem como sendo grande. Ver Deus, quando Ele se manifesta em temível majestade aos espantados olhos da alma, fará o adorador cair de joelhos com temor e júbilo, e o encherá de tão dominante senso de grandeza divina, que só terá de clamar espontaneamente: "Só Deus é grande!"

    Então vemos que obviamente há duas espécies de grandezas reconhecidas nas Escrituras - a grandeza incriada e absoluta pertencente só a Deus, e a grandeza finita, relativa e recebida por certos amigos de Deus, que pela graça que opera nos regenerados, os leva a obediência, renúncia própria... procurando tornar-se tão semelhante a Deus quanto possível. É essa última espécie de grandeza que devíamos estar buscando.

    A essência do ensino de Cristo é que a verdadeira grandeza está no caráter, caráter esse que deve ser uma expressão da beleza infinita de Cristo,  não na capacidade ou posição. Em sua cegueira, os homens (no mundo e na "igreja ") - sempre pensaram que os talentos superiores tornam grande um homem, e é isto que a vasta maioria acredita hoje. Cristo ensinou, e por sua vida demonstrou, que a grandeza está em maiores profundidades.

    Depois de Cristo ter servido (e Seu serviço incluiu a morte) "Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome". Cristo achou fácil servir porque não tinha pecado. Nada nEle se rebelava contra as mais modestas ministrações.

    Todo ensino de Deus vai contra tudo que Adão é em nós. É necessário um genuíno amor a Deus para vencer essa realidade em nós. Cristo sabia onde estava a verdadeira grandeza, e nós não o sabemos.

    Tentamos galgar alta posição quando Deus ordenou que fôssemos para baixo: "Quem quiser ser o primeiro entre vós, será vosso servo".

    Parece, de fato, que Deus se alegra em nos fazer lembrar que coisas grandes não o impressionam. Que Sua maior glória está em alcançar a vitória apesar das dificuldades, como no caso de Davi com Golias, dos hebreus contra os egípcios no mar Vermelho, dos poucos de Gideão e do pequeno grupo de discípulos de Jesus.

    1 comentários:

    1. Texto excelente.
      Penso que todos os "grandes" Homens da Bíblia, eram homens pequeninos, movidos por um Grande Deus! A grandeza em nós está associada directamente à grandeza e presença de Deus em Nós, pela Sua influência, Sua orientação, Seu discernimento e Sua inspiração. E é Dele a autoria, Dele o mérito, Dele a Glória. A nós resta-nos a gratidão, a simplicidade a a Humildade. Tem de haver humildade na grandeza, senão é pequenez, mesquinhez, e mediocridade.
      O que faz da Humildade uma característica tão rara e subtil, é o facto de que basta você perceber que a tem, para a perder.
      Deus o continue abençoando Pastor para que nos continue a priveligiar com a sabedoria que Deus Lhe coloca nas mãos, para o Seu Ministério.

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