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    Que é Teologia no Sentido Cristão? A. A. Hodge



    Que é Religião? Que é Teologia, no seu sentido cristão?

    Religião, no seu sentido mais geral, é a soma das relações que o homem sustem para com Deus, e compreende as verdades, experiências, ações e instituições que correspondem a essas relações ou que delas provêm.

    Teologia, no seu sentido mais geral, é a ciência da religião.

    A religião cristã é aquele conjunto de verdades, experiências, ações e instituições que se acham determinadas pela revelação que nos é apresentada sobrenaturalmente nas Escrituras Sagradas. Teologia cristã é a determinação, interpretação e defesa científica dessas Escrituras, junto com a história da maneira pela qual as verdades nelas reveladas têm sido entendidas, e os deveres nelas impostos têm sido cumpridos, por todos os cristãos, em todos os séculos.


                Que é Enciclopédia Teológica? Que é Metodologia Teológica?

    Enciclopédia teológica (de um termo grego que significa o círculo inteiro da educação geral), apresenta ao estudante o círculo inteiro das ciências especiais que têm por fim descobrir, elucidar e defender o conteúdo da revelação contida nas Escrituras Sagradas, e procura apresentar essas ciências nas relações orgânicas determinadas por sua gênese e sua natureza íntima.

    Metodologia teológica é a ciência do método teológico. Assim como cada divisão das investigações humanas exige um modo de tratamento peculiar, e cada subdivisão de cada divisão geral exige certas modificações especiais de tratamento, e que lhe são próprias, assim também a metodologia teológica tem por fim determinar cientificamente qual o verdadeiro método geral e especial, pelo qual convém estudar as ciências teológicas. Isso inclui duas categorias distintas: (a) os métodos próprios para a investigação original e construção das diversas ciências, e (b) os métodos próprios para a instrução elementar nessas ciências.

    Tudo isso deve ser acompanhado de informações críticas e históricas, e de instruções sobre o modo de tirar proveito do imenso material literário com que essas ciências estão ilustradas. 

    Até onde seria possível a classificação científica de todas as ciências teológicas? E por que é desejável que se procure fazer tal classificação?

    Tal classificação pode aproximar-se da perfeição só na proporção em que essas ciências se aproximem, elas mesmas, da sua forma final e absoluta. Atualmente toda tentativa nesse sentido só pode aproximar-se mais ou menos de um ideal que não se pode alcançar no estado atual dos conhecimentos, nesta vida. O bom êxito comparativo de cada tentativa separada depende também, necessariamente, da justeza comparativa dos princípios teológicos gerais em que se baseia. É evidente que os que tomarem a Razão, os que tomarem uma Igreja inspirada, e os que tomarem as Escrituras inspiradas como fonte e norma de todo o conhecimento divino hão de, necessariamente, configurar as ciências teológicas nos diversos fundamentos em que as fizerem assentar.

    O ponto de vista adotado neste livro é o evangélico, e especificamente o calvinista ou agostiniano, e toma como verdadeiros os seguintes princípios fundamentais  As Escrituras inspiradas são a regra e padrão único e infalível de todo o conhecimento religioso. Cristo e Sua obra são o centro ao redor do qual se dispõe, em ordem, toda a teologia cristã. A salvação trazida à luz no evangelho é sobrenatural e provém da LIVRE GRAÇA DE DEUS. Todo conhecimento religioso tem uma finalidade prática. As ciências teológicas, longe de terem a si mesmas como seu fim absoluto, têm o fim nobre de fazer os homens progredirem na santidade pessoal, de habilitá-los a servir melhor a seus semelhantes, e de

    PROMOVER A GLÓRIA DE DEUS.

    As vantagens de agruparmos assim as ciências teológicas são óbvias e grandes. As relações de todas as verdades são determinadas pela sua natureza, donde se segue que sua natureza é revelada pela exibição de suas relações. Essa exibição tenderá também a alargar o horizonte mental do estudante, a incitá-lo a adquirir largueza de cultura, e a impedir que exalte indevidamente ou cultive exclusivamente qualquer ramo especial, pervertendo assim esse ramo por olhá-lo fora de suas limitações e dependências naturais.



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